Maroon 5 entrega noite de nostalgia, grandes hits e carinho pelo Brasil em São Paulo

Maroon 5 se apresenta no Nubank Park, em São Paulo, em 2026
Maroon 5 reuniu sucessos de mais de duas décadas em apresentação no Nubank Park, em São Paulo.

Bastaram os primeiros acordes de This Love para São Paulo lembrar por que o Maroon 5 continua ocupando um espaço tão particular na memória do público. Nesta terça-feira (8), a banda transformou o Nubank Parque em uma grande celebração de seus sucessos, com Adam Levine à frente de um repertório que, ao vivo, ganha novas camadas nos arranjos e na energia de uma plateia que conhece cada palavra.

Depois da abertura do Lagum, o Maroon 5 entrou no palco e rapidamente estabeleceu a dinâmica da noite. Adam Levine mostrou por que segue sendo o principal elo entre a banda e o público, alternando momentos de maior intensidade vocal com uma postura bastante à vontade no palco. O vocalista também fez questão de demonstrar seu carinho pelo Brasil durante a apresentação. Levine falou sobre o quanto gosta de tocar no país e destacou o público brasileiro como seu favorito.

Em Stereo Hearts, essa conexão ganhou um momento ainda mais espontâneo. Adam pegou o próprio celular e começou a gravar a plateia enquanto o público vibrava com a música. O gesto aproximou ainda mais o vocalista dos fãs e criou uma troca diferente da habitual, com o próprio Adam registrando a energia de quem estava diante do palco.

A força do show está principalmente em como a banda revisita músicas que já fazem parte do imaginário coletivo sem transformá-las em simples reprodução dos discos. This Love ganha força com a execução ao vivo, enquanto She Will Be Loved cria um dos momentos mais emocionais da noite, com o público assumindo boa parte dos vocais. É nesse tipo de passagem que fica evidente a dimensão que essas músicas ganharam depois de tantos anos.

Moves Like Jagger leva a apresentação para outro nível. Logo no primeiro assobio que abre a música, o público vai à loucura, reconhecendo imediatamente um dos maiores hits do grupo. Adam Levine acompanha a energia da plateia com uma performance mais solta e dançante, enquanto a banda sustenta o ritmo da faixa e mantém o estádio inteiro envolvido.

A sequência de sucessos funciona justamente porque o Maroon 5 sabe alternar momentos mais sentimentais com faixas que pedem uma resposta física do público. A banda mantém os arranjos próximos do que os fãs conhecem, mas sem deixar que o show pareça apenas uma reprodução das versões de estúdio. A presença de Adam também ajuda a conduzir essas mudanças, seja nos momentos mais contidos, seja quando ocupa o palco com mais movimento e interação.

A noite fria em São Paulo não diminuiu a disposição da plateia, que permaneceu envolvida durante toda a apresentação. Se existe um ponto em que o espetáculo poderia crescer, é na parte visual. O palco funciona bem e acompanha a dimensão da produção, mas alguns dos grandes momentos musicais pediriam uma resposta cênica à altura. Mais fogos, pirotecnia e mudanças visuais poderiam criar contrastes maiores entre as músicas e transformar determinadas viradas do repertório em momentos ainda mais marcantes. A performance e as canções sustentam o espetáculo, mas existe espaço para que a produção acompanhe essa força com mais impacto.

Ainda assim, o Maroon 5 encontra seu melhor momento quando deixa a música ocupar o centro da cena. E a apresentação termina justamente dessa forma, em alto astral com Sugar. Lançada em 2014, a faixa foi um dos grandes sucessos da década passada e continua sendo reconhecida imediatamente pelo público. Quando os primeiros acordes aparecem, a resposta da plateia mostra que a música não ficou presa ao período em que foi lançada.

Ao final, o Maroon 5 entrega um show redondo, com uma banda entrosada, um Adam Levine carismático e um repertório que consegue conectar diferentes momentos de sua carreira sem perder o ritmo. Mais do que apostar apenas na lembrança dos grandes sucessos, a apresentação mostra como essas músicas continuam funcionando quando encontram um público disposto a cantá-las, dançá-las e revivê-las ao vivo.