Catártico é pouco para descrever o que foi o show do Korn na noite de sábado (16/05), no Nubank Parque. Mas antes deles, outros três ótimos shows prepararam o terreno para a pancadaria emocional que viria.
Os trabalhos começaram com os gigantes do Black Pantera. Com um ótimo público já presente, os mineiros apostaram nas músicas mais agitadas e pesadas da discografia, como Candeia e Fogo nos Racistas. Além da recepção calorosa, grande parte do público sabia cantar boa parte das músicas da banda, mostrando que o trio já está mais do que pronto para voos ainda maiores.
Na sequência, o Seven Hours After Violet entregou um show denso, pesado e que escancara bem a diversidade rítmica da banda. Capitaneado por Shavo Odadjian, baixista também do System of a Down, o grupo brindou o público com sua mistura peculiar de metal alternativo, metalcore e pitadas de deathcore. Destaque para Graves, cujo clipe foi gravado ao vivo durante a apresentação, e também para o vocalista Taylor Barber, que mostrou um arsenal de guturais capaz de conquistar até quem ainda não conhecia o projeto.
Seguindo para os co-headliners da noite, o Spiritbox subiu ao palco para mostrar que já deixou de ser promessa faz tempo e hoje ocupa seu espaço entre os grandes nomes do metal moderno.
Misturando músicas dos dois discos e do EP The Fear of Fear, a banda entregou personalidade, técnica, MUITO peso e uma maturidade que faria inveja a muita banda veterana.


E que privilégio é ver Courtney LaPlante ao vivo. Carisma, domínio de palco e um alcance vocal impressionante, tanto nas notas mais altas quanto nas partes melódicas. Ela é um talento geracional e tem tudo para entrar na história como uma das grandes. Essa foi apenas a segunda passagem da banda pelo Brasil, o que torna ainda mais urgente a necessidade de um show solo por aqui. Ainda não aconteceu, mas fica o registro: quando vier, será histórico.
Falando em histórico, a atração principal da noite entrou com o pé na porta. A sequência inicial com Blind, Twist e Here to Stay foi simplesmente avassaladora. A plateia parecia em transe.
Korn põe estádio abaixo com “Blind”
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Got the Life apareceu para lembrar o quão diverso sempre foi o som da banda. Clown veio como um soco no estômago, enquanto a versão mais arrastada de Shoots and Ladders colocou o estádio abaixo.
Inclusive, a parte final da música ganhou um trecho de One, do Metallica. Um daqueles momentos que fazem um estádio inteiro sorrir ao mesmo tempo. A última música antes do bis foi a explosiva Y’All Want a Single, que transformou o Nubank Parque em um caos organizado de gritos e pulos.



No bis, vieram 4U, Falling Away From Me, A.D.I.D.A.S. e a responsável pela maior catarse da noite: Freak on a Leash.
A apoteótica “Freak on a Leash” fecha a noite
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Fogos, abraços, gritos, sorrisos e aquela sensação inequívoca de missão cumprida. O show foi pesado, grosseiro, sujo e intenso. Mas, acima de tudo, foi libertador.
A sensação era de que todo mundo saiu dali um pouco curado. Como se o Korn tivesse criado um espaço para mais de 50 mil pessoas colocarem para fora tudo o que carregavam.
No fim, o sentimento era simples: saímos mais leves, felizes e completamente arrebatados.


