Lançado em 2001, Is This It marcou uma geração e ajudou a redefinir o rock independente no início dos anos 2000. Com guitarras cruas, refrões diretos e uma estética inspirada em Nova York, o disco colocou o The Strokes entre as bandas mais influentes do século XXI.
Além disso, o álbum inspirou dezenas de artistas e abriu caminho para uma nova onda do indie rock. Para celebrar seus 25 anos, reunimos cinco curiosidades sobre esse clássico.
1. O The Strokes gravou o álbum em um porão
Quem escuta Is This It pode imaginar uma grande produção, mas a realidade foi bem diferente. Entre março e abril de 2001, a banda gravou o disco no Transporterraum, pequeno estúdio montado no porão do produtor Gordon Raphael, em Alphabet City, no East Village, em Nova York.
Essa produção simples ajudou a criar o som cru que se tornou a marca registrada do álbum.
2. O The Cure inspirou algumas linhas de baixo
Durante uma entrevista ao The Guardian, em 2003, Julian Casablancas revelou que algumas linhas de baixo de Nikolai Fraiture tiveram forte influência do The Cure. Na época, o vocalista chegou a brincar que a banda temia sofrer consequências por causa das semelhanças.
“Achávamos que seríamos presos quando o álbum fosse lançado”, comentou.
3. Soma nasceu de um clássico da literatura
Além das referências musicais, Julian Casablancas também buscava inspiração nos livros. Por isso, a faixa Soma faz referência ao romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. Na obra, “soma” é a droga utilizada para manter a população permanentemente satisfeita e sob controle.
4. O grupo retirou uma música da edição em CD
O vinil de Is This It chegou às lojas em 11 de setembro de 2001, mesma data dos ataques às Torres Gêmeas.
Por isso, algumas semanas depois, a banda decidiu retirar New York City Cops da edição em CD. O grupo tomou essa decisão em respeito aos policiais e às equipes de resgate que atuaram na tragédia.
5. Julian Casablancas quase vetou um dos sons mais marcantes da banda
Hoje, a distorção nos vocais faz parte da identidade do The Strokes. No entanto, Julian Casablancas quase eliminou esse recurso durante as gravações.
Segundo Gordon Raphael, o cantor rejeitou a ideia quando ouviu o efeito pela primeira vez e chegou a dizer que aquele era “o som mais feio” que já tinha escutado.
Depois, porém, mudou de opinião. Assim, a distorção acabou se tornando uma das características mais reconhecidas da banda.


