Do k-pop ao topo das paradas: por que o Brasil se tornou a segunda casa do Stray Kids?

Integrantes do Stray Kids reunidos em fotografia promocional com roupas vermelhas
O Stray Kids considera o Brasil uma de suas principais casas fora da Coreia do Sul. Crédito: JYP Entertainment.

Antes mesmo de fazerem sua estreia no Brasil, o Stray Kids já possuía uma fanbase empenhada que não media esforços para colocá-lo no topo das paradas. Formado por Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N, o octeto sul-coreano construiu uma relação sólida com os fãs brasileiros desde sua estreia, em 2018. As apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro consolidaram essa sintonia: no palco, o grupo chegou a declarar que o Brasil era sua “segunda casa”, fala que repercutiu internacionalmente entre os fãs da banda. Os números sustentam a afinidade, mantendo o país entre os três maiores públicos do grupo no mundo em 2026, segundo o Spotify, além de ser o 3º do ranking em buscas mundiais. Agora, o retorno está confirmado: o Stray Kids será uma das atrações do Rock in Rio no dia 12 de setembro. 

Mas o que explica essa conexão tão profunda com o público brasileiro? Para entender, é preciso olhar para a evolução estrutural e para a forma visceral com que o público brasileiro consome a música do grupo. A Moodgate te deixa por dentro dessa trajetória:

Autoprodução, noise music e a conquista de um ecossistema próprio

A trajetória do Stray Kids foge do script tradicional do k-pop. Formado em 2017 por meio de um reality show de sobrevivência da Mnet criado pela JYP Entertainment, no qual o líder Bang Chan escolheu pessoalmente cada integrante, o octeto assumiu o controle de sua própria narrativa desde a estreia oficial em 2018, com o EP I am NOT

Liderados pelo 3RACHA (trio de produção formado por Bang Chan, Changbin e Han), o grupo se recusou a seguir a estética comercial padrão do k-pop e apostou na identidade marcante da chamada noise music, uma fusão ousada de hip-hop, EDM, rock e elementos industriais. Esse fator, sem dúvidas, influenciou em seu sucesso e diferenciou o octeto dos demais.

O amadurecimento dessa assinatura veio com lançamentos marcantes como God’s Menu (2020) e Maniac (2022), alcançando o topo global no aclamado álbum 5-STAR (2023) e consolidando-se ainda mais em trabalhos recentes como ATE (2024). Essa sonoridade enérgica, somada a letras confessionais sobre saúde mental, identidade e superação, encontrou no público brasileiro de maneira natural e crescente. 

Reciprocidade em uma euforia calorosa: de artista para fã

Se há algo que consolida a posição do Stray Kids no cenário global, é a sua presença de palco explosiva. Nas grandes arenas e estádios ao redor do mundo, as performances impecáveis são a marca registrada da banda, e o público brasileiro sempre se fez notar, mesmo à distância, dominando marcos digitais e campanhas globais, em vídeo clipes e músicas.

O diferencial na dinâmica do Stray Kids com a plateia brasileira baseia-se na pura reciprocidade:

  • Interação e carinho digital: Nas transmissões ao vivo e conteúdos interativos, os membros frequentemente mencionam o carinho dos fãs do Brasil, ensaiam saudações em português e reagem aos projetos elaborados pela fanbase local.
  • O “efeito fã-clube”: Os STAYS brasileiros são conhecidos por criar fanchants ensurdecedores, transformando cada refrão e pausa de batida em um espetáculo de coro uníssono que impressiona os próprios produtores do grupo.

Essa cultura visual e interativa, pautada por lightsticks iluminados (Nachimbong), roupas temáticas inspiradas nas eras do grupo e uma identificação com as mensagens das músicas, transformou a experiência de acompanhar o grupo em um evento diário de comunidade, que permeia entre várias gerações. Em solo nacional, fazer parte da fanbase é uma celebração identitária.

Stray Kids no Brasil | Créditos: Iris Alves/JYP Entertainment

Bônus: Capoeira, memes brasileiros e a lenda do Bang Chan “meio br”

Como toda boa relação entre fã e artista, a sintonia do Stray Kids com o país também acumula capítulos divertidos e virais que alimentam as redes sociais.

O líder Bang Chan, conhecido por sua facilidade com idiomas e carisma, tornou-se uma figura honorária para os fãs locais após demonstrar conhecimento sobre a cultura brasileira em diversas ocasiões, arriscando expressões locais e reconhecendo o impacto dos STAYS do país durante suas tradicionais lives. Como por exemplo, ele declarou gostar da música Ai Se Eu Te Pego, do Michel Teló, o que virou piada interna da fanbase, e, recentemente, disse ter escutado e gostado das músicas de Marina Sena.

Além disso, vídeos dos integrantes arriscando golpes de capoeira em programas de variedade coreanos e reagindo a conteúdos feitos por fãs do Brasil já viraram patrimônio da fanbase. O sentimento de proximidade foi construído no detalhe: desde os memes no X (antigo Twitter) até as correntes de engajamento que colocam as faixas do grupo no topo dos assuntos mais comentados no país a cada comeback.

Ao longo de sua trajetória, o Stray Kids provou que sua relevância vai muito além das fronteiras da Ásia. E o Brasil, com sua capacidade única de abraçar a arte com intensidade e paixão, garantiu seu lugar como um dos cenários mais fundamentais na consagração de um dos maiores nomes do pop atual, se tornando, como o próprio grupo afirma, sua “segunda casa”.

E mais: ainda dá tempo de garantir seu ingresso. Na BuyTicket, plataforma de revenda segura e confiável, você encontra entradas para os principais shows e festivais do país. Use o cupom MOODGATE10 e ganhe 10% OFF na sua compra.