Black Pantera reúne Duquesa, Sandra Sá e Derrick Green no novo álbum Continental

Black Pantera anuncia o álbum Continental, quinto disco de estúdio da banda
Black Pantera lança Continental no dia 21 de agosto. Foto: Hugo Brito

O Black Pantera prepara um novo capítulo de sua discografia. A banda mineira lança Continental, seu quinto álbum de estúdio, no dia 21 de agosto. O trabalho chega às plataformas digitais pela Deck e terá participações de Duquesa, Sandra Sá e Derrick Green, vocalista do Sepultura.

Sucessor de Perpétuo, lançado em 2024, o novo disco mantém o peso característico do trio. Ao mesmo tempo, amplia seu universo musical ao incorporar referências do rap, soul, música brasileira e diferentes matrizes africanas.

A diversidade sonora também aparece na escolha dos convidados. Enquanto Duquesa representa uma das principais vozes da atual geração do rap nacional, Sandra Sá carrega uma trajetória marcada pela mistura entre soul, funk e música brasileira. Já Derrick Green reforça a conexão do grupo com o metal.

“É um álbum que fala desses vários gêneros, de vários Brasis”, explica Chaene da Gama, baixista e vocalista do Black Pantera. “É especial que as duas convidadas rep

Black Pantera gravou 17 músicas em 15 dias

Continental foi gravado no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro. Durante um processo intenso de produção, o Black Pantera registrou 17 músicas em apenas 15 dias. No entanto, a banda ainda não revelou quais delas estarão na versão definitiva do álbum.

Entre as faixas confirmadas está Serotonina, parceria com Duquesa. Curiosamente, a rapper já fazia parte do universo da composição antes mesmo do convite para participar da gravação. Seu nome aparece na letra ao lado de Negra Li.

A música aborda a decisão de preservar tempo e energia diante de relações que pouco acrescentam. Admiradores da nova geração do rap brasileiro, os integrantes do Black Pantera convidaram Duquesa para participar da faixa. Durante a gravação, a artista ainda improvisou um trecho que acabou incorporado à versão final.

Sandra Sá amplia as referências brasileiras do disco

Outra colaboração acontece em Quando Canto, que recebe a participação de Sandra Sá.

A conexão com a cantora atravessa gerações. Chaene da Gama conta que cresceu ouvindo sua música por influência dos pais e que a composição precisava de uma voz capaz de ampliar a dimensão ancestral imaginada pelo grupo.

“Meus pais ouviam Sandra Sá, eu ouço, já fui a shows e até hoje não acredito que ela gravou no disco”, conta o músico.

A presença de Sandra Sá também reforça uma das propostas de Continental: aproximar diferentes momentos e linguagens da música negra brasileira dentro de um trabalho que continua tendo o rock pesado como base.

Derrick Green participa de Obsoleto

O metal também ganha uma participação de peso. Derrick Green, vocalista do Sepultura, estará em Obsoleto.

O músico norte-americano é uma referência antiga para os integrantes do Black Pantera. Além de sua trajetória à frente de uma das maiores bandas brasileiras de metal, sua presença como homem negro liderando um grupo de alcance internacional também teve impacto sobre os músicos mineiros.

A colaboração havia sido revelada no início de agosto e agora integra oficialmente o conjunto de participações de Continental.

Black Pantera vive ano de grandes palcos

O lançamento acontece em meio a um período movimentado para o Black Pantera. Em 2026, o trio foi anunciado pela terceira vez no Rock in Rio, retornou ao Primavera Sound e abriu o show do Korn em São Paulo.

Além disso, a banda lançou o primeiro audiovisual da carreira e conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio da Música Brasileira na categoria Artista de Rock.

Poucos dias após a chegada de Continental às plataformas, o grupo também levará essa nova fase para os palcos.

A turnê do álbum começa em 23 de agosto, no Cine Joia, em São Paulo. O show acontece apenas dois dias depois do lançamento e deve apresentar ao público parte do repertório inédito que marca esse novo momento do Black Pantera.