Após de dez anos longe do Brasil, o Deftones voltou como quem sabe exatamente o impacto que causa e entregou um show à altura da espera. Intenso, emocional e direto ao ponto, o set equilibrou faixas de Private Music, momentos mais recentes e clássicos que deixaram aquele gostinho de “podia ter mais”.
Mesmo em horário nobre, mas fora do encerramento no palco principal, a banda liderada por Chino Moreno abriu com Be Quiet and Drive (Far Away), mantendo um padrão que já virou quase ritual. A partir dali, foi uma sequência construída na tensão: My Mind Is a Mountain, Locked Club e, logo depois, o peso familiar de Diamond Eyes e Rocket Skates.
“Be Quiet and Drive (Far Away)” abrindo e já deixando claro: o Deftones não voltou pra aquecer, voltou pra dominar 🌫️🖤
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 20, 2026
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Chino esteve completamente entregue. Caminhando de um lado ao outro, alternando entre o vocal e a guitarra, sustentou o show com uma presença que não deixa espaço vazio. Não que precisasse provar algo, mas ainda assim faz. E o público responde.
Depois de anos turbulentos, o Deftones soa mais coeso, mais seguro, mais consciente do próprio lugar. Mesmo sem Stephen Carpenter nas turnês fora dos EUA e com Fred Sablan no baixo, a banda encontrou uma formação que sustenta bem o peso e a atmosfera das músicas ao vivo.
No palco, tudo funciona: luz, dinâmica, volume. É um show que cresce sem precisar exagerar. Quando entram as classicas Change (In the House of Flies) e Cherry Waves, fica claro o que sempre sustentou o Deftones, essa capacidade de atravessar gerações e transformar música em memória. São faixas que conectam quem viveu e quem está descobrindo agora.
Em pouco mais de uma hora, o Deftones entrega exatamente o que se espera: uma experiência densa, quase hipnótica, onde guitarras afiadas, nostalgia e presença se misturam sem esforço. O formato de festival encaixa bem na banda hoje mas com mais tempo, talvez fosse aquele tipo de show que ninguém iria querer que acabasse.


