De Belo Horizonte para alguns dos maiores palcos do mundo, o Sepultura construiu uma trajetória que ajudou a mudar a dimensão do metal brasileiro fora do país.
Mais de quatro décadas depois de sua formação, essa história ganhou mais um capítulo neste sábado (5), no Rock in Rio. Derrick Green, Andreas Kisser, Paulo Jr. e Greyson Nekrutman abriram o Palco Mundo às 16h40, durante a Celebrating Life Through Death, turnê que marca a despedida da banda.
O momento naturalmente carrega peso histórico, mas é no palco que a dimensão dessa trajetória precisa aparecer. O repertório atual atravessa diferentes períodos do Sepultura e coloca lado a lado músicas que acompanharam as transformações sonoras do grupo.


No palco, Andreas Kisser ocupa uma posição fundamental nessa conexão entre diferentes épocas. Seus riffs seguem conduzindo boa parte da identidade de músicas que atravessaram décadas e continuam entre as mais reconhecidas do metal brasileiro.
A bateria também merece atenção. Greyson Nekrutman, integrante mais recente da formação, assumiu uma função especialmente exigente dentro de uma banda em que ritmo, velocidade e percussão sempre tiveram papel central.
Na linha de frente, Derrick Green conduz o público enquanto Paulo Jr. completa uma formação que mantém a intensidade mesmo depois de tantos anos de estrada.
A Celebrating Life Through Death coloca cada apresentação dentro da reta final da história do Sepultura. A banda anunciou a turnê como o encerramento de uma trajetória iniciada em 1984 e que atravessou diferentes formações, gerações e momentos do metal.


No Rock in Rio, essa dimensão fica ainda maior diante de um Palco Mundo ocupado por uma banda brasileira que passou décadas construindo seu nome fora do país.
Depois de mais de quatro décadas, o Sepultura ainda encontra força nos riffs que ajudaram a levar seu nome de Belo Horizonte para o mundo.


